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Governo não consegue quórum para urgência na reforma trabalhista


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Já passava da meia-noite de ontem (28), quando encerrou a votação do PLC 38/2017, que rasga a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e sepulta os direitos da classe trabalhadora.

Mas, Temer e sua tropa de choque, liderados pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR) no Senado já estão a postos, desde cedo. O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB/CE), além da sessão deliberativa normal da quinta-feira, convocou mais uma sessão deliberativa para hoje (29).

Ao ser questionado sobre a justificativa para a convocação de duas sessões, pela senadora Gleise Hoffmann (PT/PR), o presidente respondeu, rispidamente, que estaria convocando “porque queria”. Mas, em seguida, teve que recuar e se desculpar, afirmando que era prerrogativa da presidência.

No entanto, não explicou que temas da pauta poderiam justificar a convocação de duas sessões, numa quinta-feira, já que não é praxe.

Entretanto, sobre a mesa da presidência já constava a solicitação de urgência para a votação da proposta da reforma trabalhista, apresentada pelo líder do governo, senador Jucá.

Ao verificar o quórum baixo para a convocação de nova sessão deliberativa e consequente votação nominal, Eunício fez mais um recuo, mantendo apenas uma sessão que votou temas sem qualquer discussão, demonstrando que não havia motivação para haver duas sessões, exceto o desejo do governo de passar goela abaixo a urgência em assaltar os direitos trabalhistas.

O requerimento de urgência deverá ser apreciado na próxima terça-feira (04), na sessão ordinária do Plenário do Senado.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

Foto: Agência Senado

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