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Eleita a nova diretoria da Federação dos Comerciários da Bahia


A Federação dos Comerciários da Bahia (FEC-BA) elegeu no último Sábado (24) a nova diretoria  que ficará a frente da entidade pelos próximos 04 anos. A eleição foi realizada durante o  2º Congresso da FEC-BA que aconteceu nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Espaço Cultural dos Comerciários de Salvador.

O evento reuniu delegadas e delegadas representantes dos sindicatos dos comerciários filiados à FEC de Salvador, Itabuna, Juazeiro, Irecê, Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus, Guanambi, Camacan, Itaberaba, Itamaraju, Gandu, Casto Alves, Santa Bárbara, Ubatã, Nossa Senhora do Socorro – SE.

Por unanimidade, os participantes reelegeram  Reginaldo Oliveira para seguir na presidência da entidade e dá continuidade as lutas que a FEC vem travando nos seu 17 anos de atuação, sendo  quatro com registro sindical.

De acordo com o presidente, “a Federação terá como meta colocar em prática um plano de ações que busque a unificação das campanhas salariais na Bahia, a construção de seminários táticos, a organizada da participação da FEC-BA nas mesas de negociação com apoio técnico e jurídico e principalmente, a aproximação com os trabalhadores e trabalhadoras através de campanhas de sindicalização”.

Oliveira defendeu ainda, a necessidade da Federação preparar os dirigentes sindicais para a luta política e social que se dá nos municípios através do fortalecimento da luta das mulheres; incentivando a aproximação e participação da juventude no movimento sindical e no combate ao racismo.

O presidente do Sindicato dos Comerciários de Irecê, Rafael Sydarta, eleito como diretor financeiro da FEC, ressaltou a importância das alterações feitas no Estatuto para garantir a renovação na diretoria. “Conseguimos fazer uma reforma estatutária para dá oportunidade de renovação nos cargos. Com a mudança, fica proibida a reeleição do mesmo dirigente no cargo por mais de dois mandatos. Isso dá a oportunidade para outras lideranças assumirem, inclusive, o fato de eu passar a ocupar a função de diretor financeiro já é uma demonstração dessa inovação”, concluiu.

Sydarta passa a ocupar a função que era do presidente do Sindicato dos Comerciários de Itabuna, Jairo Araújo.

A participação da mulher no movimento sindical 

Durante o Congresso, a secretária de Gênero do Sindicato, Rosemeire Correia, destacou a importância da atuação da mulher nos sindicatos, contudo frisou que é preciso ampliar a ação delas nos cargos de direção das entidades sindicais. “Temos a participação da mulher no movimento sindical, porém poucas na função de presidente. Este é o momento de nos organizarmos e nos mobilizarmos para ocuparmos esses espaços de poder. Para isso, precisamos encabeçar a luta pela criação de comissões dentro do local de trabalho para  fortalecer as nossas pautas”, enfatizou.

Rosemeire Correia

Para a vice-presidente da CTB Bahia, Rosa de Souza, é preciso unificar a pauta para fortalecer a luta das mulheres.  “Precisamos fazer um raios-X na nossa convenção coletiva para verificar o que nos unifica. Eu acho que a gente buscar alternativas para a sindicalização é muito importante, porém temos outras lutas que também são fundamentais, como por exemplo, a implementação de creches. Nós queremos fazer atividades físicas, queremos ir ao salão de beleza, mas quem é que vai cuidar dos nossos filhos? Temos que discutir política mais concretas sobre a implementação das creches na Bahia”, defendeu.

De acordo com a presidente estadual da  União Brasileira de Mulheres (UBM-BA), Natália Gonçalves, é necessário  refletir sobre como as mulheres podem atuar mais e melhor no mercado de trabalho a partir de relações mais justas. “Se nós acreditamos que a luta do povo transforma a realidade, a gente precisa entender que metade do povo é mulher e que para ela atuar plenamente na luta,  as relações entre nós precisa funcionar de forma igualitária”, alertou.

“Observem nas suas instituições a intervenção das mulheres na luta cotidiana, como elas aprofundam as ações dos seus sindicatos. Os problemas que as mulheres apresentam podem não ser iguais aos dos homens porque elas obervam a realidade de um ponto de vista diferente, contudo têm questões que só uma mulher vai poder analisar e interferi”, concluiu Natalia Gonçalves.

 

 

 

 

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