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Número de pessoas contaminadas com vírus HIV neste ano já supera o de 2015 em Feira de Santana


O dia 1° de dezembro é o Dia Mundial de Combate a Aids. Em Feira de Santana, o programa DST/HIV/Aids da Secretaria Municipal de Saúde já registrou uma elevação do número de pessoas com o vírus em 2016 em comparação ao ano de 2015. A enfermeira Vanessa Sampaio, coordenadora do programa, informou que é possível que até o final do ano exista um número ainda maior de portadores do vírus.

“Em 2015 fechamos com 246 casos de janeiro a dezembro e em 2016 foram constatados 263 casos novos de HIV na nossa unidade. Foram 17 casos a mais do que no ano passado. Contamos até novembro e acreditamos que teremos um número maior do que no ano passado”, afirmou durante entrevista ao Acorda Cidade.

A enfermeira chamou a atenção para o combate ao preconceito e pessoas que têm o vírus e não sabem. Muitos portadores tem medo de fazer o teste e do julgamento da sociedade para o resultado positivo. Vanessa ressaltou que portadores do vírus nessas condições apresentam risco maior e que se o soropositivo busca o atendimento, o HIV pode ser controlado com medicação e consequentemente há um reflexo na sua qualidade de vida.

Perfil dos pacientes atendidos

Em Feira de Santana, conforme informou Vanessa Sampaio, o perfil dos pacientes portadores do HIV é formado por pessoas de 25 a 39 anos, em idade reprodutiva e heterossexuais.

No próximo dia 1º de dezembro, o Centro de Referência DST/HIV/Aids, que funciona no Centro de Saúde Especializado, na Rua Geminiano Costa, vai realizar atendimento à população com testes rápidos para detectar o vírus.

O tema da campanha é “O medo não pode ser maior do que a sua vontade de vencer, faça o teste de HIV/Aids, é gratuito e sigiloso”. Vanessa Sampaio enfatizou que o objetivo da campanha é desmistificar to tabu e o preconceito e fazer com que as pessoas compareçam para fazer o teste.

Equipe multidisciplinar

No Centro de Referência, o paciente que é detectado com HIV, passa por todo o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar formada por médicos infectologistas, enfermeiros, psicólogo, assistente social, entre outros profissionais.

Prevenção e apresentação da doença

Vanessa Sampaio observou que a camisinha é a melhor forma de prevenção para o vírus HIV e também outras doenças sexualmente transmissíveis.

” O Centro de Referência trabalha fazendo a profilaxia à exposição ao vírus. Trabalha os com a profilaxia pós exposição que é baseada na relação sexual consentida com risco. Então a pessoa que passou por essa situação vem ao nosso programa e vai ser feita uma avaliação para ver a real necessidade ou não da terapia anti-retroviral para evitar o vírus do HIV. Existe a entrevista e tem que ser de duas a  72 horas do ocorrido. Se pintou a dúvida de que naquela relação houve o risco ou não, o importante é que a pessoa compareça ao nosso serviço, para que seja avaliado a possibilidade da terapia anti-retroviral”, finalizou. Fonte:

Acorda Cidade

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