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Pela sétima vez, PIB volta a cair no trimestre, com nova retração do consumo


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 0,8% do segundo para o terceiro trimestre, na sétima queda seguida nessa base de comparação. Em relação ao terceiro trimestre de 2015, a retração – a décima consecutiva – foi de 2,9%. Em 12 meses, o PIB recua 4,4%, segundo o IBGE, que divulgou os resultados na manhã de hoje (30). No ano, até setembro, o resultado é de -4%, o pior para o período desde o início da série, em 1996.

As taxas negativas incluem todos os setores de atividade, os indicadores de investimento e os de consumo. No período de 12 meses, por exemplo (-4,4%), a despesa de consumo das famílias cai 5,2% e a do governo, 0,9%. A agropecuária tem retração de 5,6%, a indústria sofre queda de 5,4% e os serviços, de 3,2%. A formação bruta de capital fixo (FBCF) tem contração de 13,5%.

No terceiro trimestre, ante 2015, o consumo das famílias cai 3,4%. “Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período”, diz o IBGE.

Em valores correntes, o PIB somou R$ 1,580 trilhão no terceiro trimestre. A taxa de investimento correspondeu a 16,5% do PIB, ante 18,2% em igual período de 2015. Já a taxa de poupança passou de 15,3% para 15,1%.

Os resultados mostram maior queda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, depois de uma tendência de menor intensidade nos períodos recentes. Assim, o PIB caiu 1,6% no terceiro trimestre do ano passado em relação ao segundo, 1,1% no quarto trimestre ante o terceiro, 0,5%  no primeiro trimestre deste ano ante o últio de 2015, 0,4% no segundo e 0,8% agora.

O PIB acumulado em 12 meses mostrou queda um pouco menos intensa, de 4,4%, ante 4,8% no segundo trimestre e 4,7% no primeiro.

Setores

Do segundo para o terceiro trimestre (-0,8%), a agropecuária teve queda de 1,4%, a indústria recuou 1,3% e os serviços, 0,6%. A FBCF, que havia crescido 0,5% no período anterior, voltou a cair (-3,1%). O consumo das famílias teve retração de 0,6%, o sétimo seguido. As exportações caíram 2,8% e as importações, 3,1%.

No setor industrial, o IBGE registrou crescimento de 3,8% no segmento extrativo mineral, puxado pela extração de petróleo e gás natural. A indústria de transformação caiu 2,1% e a construção teve queda de 1,7%.

Em relação ao terceiro trimestre do an passado (-2,9%), a agropecuária tem queda de 6%, com retração de culturas como milho, algodão, laranja e cana de açúcar e crescimento de café e mandioca. Já a indústria recua 2,9%, com a de transformação caindo 3,5%, sob influência de máquinas e equipamentos, setor automobilistico, produtos de metal, artigos de vestuário, produtos farmacêuticos, móveis e equipamentos de informática.

Ainda no setor industrial, a construção tem redução de 4,9% e a área extrativa mineral cai 1,3%. Segundo o IBGE, a atividade de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana registra expansão de 4,3%, “influenciada pelo efeito-base proveniente do desligamento de termelétricas no 3º trimestre de 2015 e no 1º e 2º trimestres de 2016”.

Os serviços caíram 2,2% na comparação com 2015, com destaque para em transporte, armazenagem e correio (-7,4%) e comércio (atacadista e varejista), com -4,4%. A FBCF tem retração de 8,4%, a décima seguida. As exportações variam 0,2% e as importações caem 6,8%, “ambas influenciadas pela valorização de 8,5% na taxa de câmbio e pelo desempenho da atividade econômica registrados no período”.

Acumulados

De janeiro a setembro (-4%), a agropecuária cai 6,9%, a indústria recua 4,3% e os serviços, 2,8%. A FBCF tem retração de 11,6%, o consumo das famílias sofre queda de 4,7% e o do governo, 0,7%.

Em quatro trimestres (-4,4%), os setores também registram retração: -5,6% na agropecuária, -5,4% na indústria e -3,2% nos serviços. A FBCF recua 13,5%. O consumo das famílias cai 5,2% e o do governo, 0,9%.


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